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Quem quer namorar com a União Europeia? Há países onde o amor é assolapado, noutros reina a desconfiança

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Quem quer namorar com a União Europeia? Há países onde o amor é assolapado, noutros reina a desconfiança

A pouco mais de um mês das suas nonas eleições, o Parlamento Europeu quis saber em que ponto está a relação dos cidadãos com a União Europeia (UE) e encomendou um estudo, publicado a 25 de abril. A primeira pergunta do inquérito, ao qual responderam 25.564 pessoas em 27 estados membros – o Reino Unido já ficou de fora –, foi sobre o sentimento dominante em relação à UE, entre “esperança”, “medo”, “confiança” e “dúvidas”.

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O cálculo entre emoções positivas e negativas dá-nos um instantâneo país a país sobre o amor (ou falta dele) pela União, em que Roménia (margem positiva de 48 pontos percentuais), Irlanda (47) e Malta (37) surgem como países mais pró-europeus. Do lado oposto surgem a República Checa (17 pontos percentuais negativos), a Grécia (10 pontos negativos) e Chipre (três pontos negativos).

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Portugal tem um resultado positivo de sete pontos percentuais neste medir de pulso, estando na cauda da tabela, a par de Holanda e Bélgica. Apenas França (um ponto percentual positivo) e os já referidos Chipre, Grécia e República Checa têm sentimentos europeus mais negativos. Detalhando os dados portugueses, o primeiro sentimento referido é a dúvida (37% dos inquiridos), seguida de confiança (26%), esperança (25%) e medo (7%). Não sabem ou revelaram sentimento neutro oito por cento dos inquiridos.

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Talvez o resultado português seja condicionado por alguma tendência nacional para a indecisão, mas o número obtido é claramente inferior à média europeia, em que as emoções positivas superam em 17 pontos percentuais as negativas (especificando: 28% de esperança e 27% de confiança por um lado e 33% de dúvidas e 5% de medo por outro). O barómetro mediu ainda o sentimento de unidade entre os 27, com 80% dos europeus a concordar com a ideia de que o que une os europeus é mais importante do que aquilo que os separa – em Portugal o número chega aos 81%, com 91% de respostas positivas na faixa etária dos 15 aos 24 anos

Este estudo é o mais recente a abordar a opinião pública europeia, mas pode deixar-nos algumas dúvidas, dadas as várias possibilidades de resposta. Para tirar teimas, podemos ir verificar os dados do Eurobarómetro standard de outono de 2018, recolhidos em novembro, em que 43% dos europeus dizem ter uma visão positiva da UE, 36% mostram-se neutros e 20% negativos

Vamos analisar país a país. No Eurobarómetro, os portugueses mostram-se bastante “euro entusiastas”, com 53% a revelar uma imagem positiva da UE: trata-se do quinto valor mais alto, a par da Suécia. À frente só estão Irlanda (64%), Bulgária e Luxemburgo (56%) e Polónia (54%). No polo oposto estão Grécia (25%), República Checa (28%), Eslováquia (33%) e França (34%). As oscilações são grandes com o passar do tempo, podendo chegar aos dois dígitos: em relação ao relatório da primavera, a apreciação positiva da imagem da UE subiu 11 pontos percentuais na Suécia, 10 na Espanha e nove (pasme-se) no Reino Unido; em sentido inverso, desceu sete pontos em Malta

O que retirar de tudo isto? Cruzando estes dados e outros anteriores, há países em que, sem surpresa, a UE tem uma imagem desgastada: Grécia (massacrada pela crise económica), República Checa, Chipre, França e Itália, onde as questões da imigração têm estado na ordem do dia. Do lado entusiasta estão Irlanda, Luxemburgo, Roménia, Lituânia, Suécia e Polónia. Portugal também tem recuperado a confiança na UE após a crise económica: no auge, no outono de 2011, apenas 31% dos portugueses dava uma resposta positiva, o que concretizava uma queda de 13 pontos em apenas seis meses

Terão estes números reflexo nas votações em partidos e coligações pró e anti-europeias? E na própria abstenção? É algo a analisar após 26 de maio