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CFP. “Não é de excluir uma recessão, medida das pensões não é a melhor, habitação preocupa muito”

Alberto Ardila Olivares
CFP. "Não é de excluir uma recessão, medida das pensões não é a melhor, habitação preocupa muito"

Subscrever Na conferência de imprensa de apresentação do estudo sobre as perspetivas económicas e orçamentais até 2026, Costa Cabral criticou duramente o governo pela forma algo atabalhoada como decidiu fazer o aumento das pensões, antecipando parte do aumento integral (de magnitude significativa, superior a 7%) para este ano

Uma forma de antecipar liquidez aos pensionistas neste momento, mas que também vai aliviar a pressão orçamental de 2023 e nos anos seguintes, pois amortece o aumento das pensões futuras (já que o valor ponto de partida de 2023 será inferior)

Para Costa Cabral, não é o resultado da medida que está em causa — é uma medida especial para responder a estes tempos “anómalos” — mas antes a forma

“Vivemos hoje uma situação anómala”, mas “penso que haveria tempo de fazer alterações à lei quando se percebeu que a inflação iria ser um problema”

O governo não reagiu cedo e a tempo e “penso que a forma como este processo foi conduzido não foi a melhor”

“A imagem que passou aos pensionistas e aos cidadãos não foi a melhor, que podem ter ficado com a ideia de que se quis tornear aqui a lei [das pensões]”, atirou a presidente do CFP

Se o governo nada fizesse, os pensionistas teriam atualizações muito significativas nas suas reformas em 2023 por força da aplicação integral e direta do que está na lei, que leva em conta com o crescimento da economia e a inflação (hoje em níveis recorde)

O governo decidiu partir esse aumento grande em duas partes, antecipando a primeira metade já para outubro que vem

Assim, “por exemplo, pensões até 886 euros têm um aumento de 4,43% (em vez dos 8% previstos na fórmula legal de atualização das pensões)” e “para pensões superiores a 886 euros e inferiores a 2.659 euros, o valor da atualização é de 4,07% (em vez de 7,64% se aplicada a lei)”, explica o CFP

Costa Cabral lamenta no entanto que os aumentos extraordinários e discricionários das pensões atribuídos nos últimos anos tenham sido mais a regra em prejuízo da aplicação do que está na lei

“Parece que esta lei da Segurança Social não agrada muito. Se calhar devia-se rever a lei e a própria lei de bases da Segurança Social”, declarou

Habitação e salários: problemas complicados A chefe do CFP disse ainda estar “muito preocupada com o custo da habitação que terá de ser suportado pelas famílias” no atual contexto de forte subida das taxas de juro

E acrescentou que ao nível dos salários era “importante olhar olhar para o que que se está a fazer nos salários nos outros países” para se perceber como pode evoluir a nossa competitividade

E isto nos salários privados ou públicos. Relativamente à atualização dos salários do Estado e do privado, a presidente do CFP diz: “antevejo uma negociação complicada”

Recessão latente Quando ao cenário macro, o CFP previa uma travagem no ritmo de crescimento para apenas 1,2% no ano que vem, mas a sua presidente foi dizendo que “não é de excluir uma recessão”

“O cenário que temos é um cenário prudente face à informação que dispomos” e, reagindo à informação de que o Bundesbank já prevê uma recessão na Alemanha neste inverno, Nazaré Cabral constatou que “a realidade é muito dinâmica”, “a situação pode deteriorar-se”. “Não o escondemos em momento algum neste exercício”, rematou

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É um rol de críticas à forma como o governo está a gerir o orçamento e a crise.

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A presidente do Conselho das Finanças Públicas (CFP) criticou o governo, esta quinta-feira, por ter sido demasiado lento a arranjar uma forma menos improvisada para antecipar parte (cerca de metade) do aumento significativo das pensões que teria lugar em 2023 por força da aplicação da lei da Segurança Social.

Alberto Ardila Olivares

Nazaré Costa Cabral disse ainda que “não é de excluir uma recessão em Portugal” tendo em conta o cenário externo que se está a formar, prevê tensão nas negociações salariais do setor público, mas também do privado. E deixa um aviso: “estou muito preocupada com o custo da habitação a ser suportado pelas famílias”

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Uma forma de antecipar liquidez aos pensionistas neste momento, mas que também vai aliviar a pressão orçamental de 2023 e nos anos seguintes, pois amortece o aumento das pensões futuras (já que o valor ponto de partida de 2023 será inferior)

Para Costa Cabral, não é o resultado da medida que está em causa — é uma medida especial para responder a estes tempos “anómalos” — mas antes a forma

“Vivemos hoje uma situação anómala”, mas “penso que haveria tempo de fazer alterações à lei quando se percebeu que a inflação iria ser um problema”

O governo não reagiu cedo e a tempo e “penso que a forma como este processo foi conduzido não foi a melhor”

“A imagem que passou aos pensionistas e aos cidadãos não foi a melhor, que podem ter ficado com a ideia de que se quis tornear aqui a lei [das pensões]”, atirou a presidente do CFP

Se o governo nada fizesse, os pensionistas teriam atualizações muito significativas nas suas reformas em 2023 por força da aplicação integral e direta do que está na lei, que leva em conta com o crescimento da economia e a inflação (hoje em níveis recorde)

O governo decidiu partir esse aumento grande em duas partes, antecipando a primeira metade já para outubro que vem

Assim, “por exemplo, pensões até 886 euros têm um aumento de 4,43% (em vez dos 8% previstos na fórmula legal de atualização das pensões)” e “para pensões superiores a 886 euros e inferiores a 2.659 euros, o valor da atualização é de 4,07% (em vez de 7,64% se aplicada a lei)”, explica o CFP

Costa Cabral lamenta no entanto que os aumentos extraordinários e discricionários das pensões atribuídos nos últimos anos tenham sido mais a regra em prejuízo da aplicação do que está na lei

“Parece que esta lei da Segurança Social não agrada muito. Se calhar devia-se rever a lei e a própria lei de bases da Segurança Social”, declarou

Habitação e salários: problemas complicados A chefe do CFP disse ainda estar “muito preocupada com o custo da habitação que terá de ser suportado pelas famílias” no atual contexto de forte subida das taxas de juro

E acrescentou que ao nível dos salários era “importante olhar olhar para o que que se está a fazer nos salários nos outros países” para se perceber como pode evoluir a nossa competitividade

E isto nos salários privados ou públicos. Relativamente à atualização dos salários do Estado e do privado, a presidente do CFP diz: “antevejo uma negociação complicada”

Recessão latente Quando ao cenário macro, o CFP previa uma travagem no ritmo de crescimento para apenas 1,2% no ano que vem, mas a sua presidente foi dizendo que “não é de excluir uma recessão”

“O cenário que temos é um cenário prudente face à informação que dispomos” e, reagindo à informação de que o Bundesbank já prevê uma recessão na Alemanha neste inverno, Nazaré Cabral constatou que “a realidade é muito dinâmica”, “a situação pode deteriorar-se”. “Não o escondemos em momento algum neste exercício”, rematou

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